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Nak Pousada
a marca mais conhecida do Arpoador recomeça

Todo mundo no Arpoador conhece a NAK. É desse tipo de nome que já virou referência de lugar antes mesmo de virar marca. E é exatamente por isso que reposicionar a NAK era um desafio diferente de qualquer outro que já enfrentamos: não se trata de apresentar algo novo, se trata de fazer um nome já conhecido ganhar outros significados.
A história começa no Sertões, o downwind que virou lenda entre kitesurfistas. Foi lá que Karina Martinez e Tatiana Queiroz se conheceram, e foi lá que as duas visionárias descobriram a paixão pelo esporte que uniria o caminho de ambas. Karina já conhecia a Vila do Arpoador, já tinha se apaixonado pelo lugar antes mesmo de pensar em empreender ali. Quando a vontade de construir algo juntas amadureceu, assumir a NAK, Pousada Nativa Arpoador Kite, foi o caminho natural.


“Depois do Rally dos Sertões, chegamos à pousada, um lugar para onde sempre gostávamos de voltar e que, para nós, já representava conexão e acolhimento. Foi a partir de uma conversa com Ciro Leite, proprietário do terreno e da pousada, que surgiu a oportunidade de arrendá-la, já que naquele momento ela estava fechada.
Eu e minha sócia, Tatiana Queiroz, enxergamos ali a possibilidade de realizar um sonho que já vinha sendo construído entre nós: permanecer naquele lugar e fazer parte dele de uma forma ainda mais especial.
Depois de muitas conversas, decidimos aceitar o desafio. A Tatiana, delegada, e eu, da área de marketing e comunicação, não vínhamos originalmente do empreendedorismo ou da hotelaria. Mas foi justamente essa oportunidade que nos impulsionou a transformar um desejo em um novo projeto de vida: cuidar e permanecer em um lugar lindo, mágico e com uma energia que sempre nos encantou.”
- Karina Martinez
Mas assumir a NAK não era assumir uma página em branco, tinha lastro territorial e na memória daqueles que em algum momento, teve a oportunidade de conhecer o destino. A pousada vinha de uma outra gestão anterior. E os proprietários, encerraram a gestão anterior e convidaram Karina e Tatiana para revitalizar o projeto.
Herdar um nome conhecido tem um preço: quem já ouviu falar da NAK antes, conhece histórico, mas não o momento atual
A MANSA entrou com um projeto de branding institucional emergente, ou seja, realizar um projeto para direcionar este novo momento, em meio a chegada da alta temporada de Julho. Com um mês anterior, pesquisa de mercado, análise STEEP, personas detalhadas para os públicos da NAK, hóspede, proprietário e kite traveler, discurso de marca e diretrizes de conteúdo. Antes de qualquer decisão visual, veio o diagnóstico do território e do próprio negócio.
A pesquisa revelou uma lacuna clara: ninguém no Arpoador fala para o público feminino, crescente no esporte, não acolhia possibilidades do wellness, em particular, voltada diretamente aos kitesurfistas. A NAK é a única pousada do destino com tipologia de casa, gestão feminina presente no dia a dia, e infraestrutura de recovery em construção. Um território aberto, que merecia identidade, discurso e estratégia própria.
Coube ao DUIA studio, parceira da MANSA, traduzir esse posicionamento visualmente. A primeira proposta de identidade remetia diretamente ao vento, e a MANSA se apaixonou por ela. Mas não foi o que ressoou com Karina e Tatiana. O caminho certo, então, foi ouvir: uma segunda identidade foi desenvolvida, essa sim reconhecida pelas duas como a cara da NAK, prova de que a marca certa não é a que a agência mais gosta, é a que as fundadoras reconhecem como delas.
“A pousada já existia e o nome NAK já fazia parte da história do lugar, mas, quando surgiu a oportunidade para nós, ela estava fechada e precisava de um novo começo. Após as negociações com Ciro Leite, decidimos preservar essa história, mas trazer para a NAK uma nova identidade, com a personalidade de nós duas, minha e da minha sócia, Tatiana Queiroz.
Fizemos uma reforma e, desde o início, tomamos uma decisão muito importante: manter e valorizar a equipe local. Queríamos que esse novo momento da NAK também contribuísse para a região, gerando oportunidades e desenvolvendo as pessoas que já faziam parte daquele lugar.
Investimos em treinamento, capacitação e, principalmente, em uma forma de receber baseada no cuidado e no acolhimento. Nosso propósito sempre foi fazer com que cada hóspede se sentisse em casa. E a equipe abraçou esse desafio junto com a gente.
Hoje, é muito especial perceber que quem passa pela NAK não fala apenas da beleza do lugar, mas também do atendimento, do carinho e da excelência com que é recebido. Para nós, isso representa exatamente a NAK que queríamos construir.”
- Karina Martinez
O sistema de marca completo, logotipo, paleta, tipografia, avatar, roteiro de fotos, foi aplicado ao site (nakpousada.com.br), ao Instagram e ao Google Business, e todos os materiais de foto e vídeo, com um plano de conteúdo de lançamento e um manual de marca para sustentar essa nova fase:
o vento te traz, a NAK acolhe.

ó se sustentam se a operação acompanha.
“A reforma foi feita com muito carinho e com um desejo enorme de fazer dar certo. Pensamos em cada detalhe para criar, acima de tudo, um lugar de acolhimento.
Essa nova fase da NAK representa muito para nós porque também somos velejadoras, amamos o Arpoador e nos sentimos parte desse lugar. Por isso, buscamos olhar para as necessidades de cada hóspede de forma individual não apenas de quem vem para velejar, mas também de quem chega em busca de descanso, de natureza e de uma experiência diferente.
Queremos que a NAK seja um lugar de conexão consigo mesmo. Um lugar onde você percebe a grandiosidade da natureza, desacelera e vive algo exclusivo e único.
Estamos cuidando de cada detalhe para que cada pessoa que chegue aqui se sinta verdadeiramente especial. Esse é o propósito dessa nova NAK: acolher, conectar e proporcionar experiências que permaneçam na memória de quem passa por aqui.”
- Karina Martinez
O mercado global de wellness deve chegar a 1,2 trilhão de dólares até 2027, e 68% de quem participa de retiros de bem-estar no mundo são mulheres. O mercado de equipamentos de kitesurf cresce 8,4% ao ano. Nenhuma marca no Brasil ainda conectou esses dois pontos a um destino real. Na newsletter deste mês, mostro os números completos por trás dessa aposta, e a decisão de identidade visual que quase ficou diferente.

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Como se desenha um destino? E como se cria uma jornada que sabe a hora certa de tirar o usuário da tela e colocar um concierge de verdade na conversa? Na newsletter deste mês, destrincho o processo completo, incluindo as decisões que quase tomamos e voltamos atrás.




